Saiba o que é Due Diligence e por que você precisa desse recurso

Entenda o que é e como realizar a Due Diligence - para levantar e analisar dados e documentos relativos a uma empresa - em grandes operações financeiras, como aquisições, fusões ou cisões

BizDream Team · 02 de September de 2019

Embora não seja algo novo – levantamentos sugerem que a “diligência prévia” (nome que se dá à investigação de uma oportunidade de negócio) já era utilizada na Europa do século XIX –, em tempos de crise, a Due Diligence se tornou carro chefe de muitas assessorias espalhadas pelo globo.

A princípio, a diligência prévia era obrigatória como meio de assegurar a investidores, a rentabilidade de ações colocadas à venda. Com o tempo, porém, passou a ser adotada como prática comum a outros tipos de transações, como a aquisição de empresas, fusões e cisões, e até na formalização de contratos junto à fornecedores e na formação de parcerias.

O que é Due Diligence?

É um processo investigativo que compreende o levantamento e análise de dados e documentos relativos a uma empresa, com um objetivo determinado, que pode ser a venda da própria empresa em sua totalidade ou em parte (ações), fusões, compra de uma empresa em sua totalidade ou em parte, cisões, grandes operações financeiras, entre outros.

Como produto dessa investigação, se obtém um relatório contendo todas as informações que demonstrem o estado financeiro e burocrático da empresa, bem como seu potencial comercial e revelem os possíveis riscos da operação.

A diligência prévia pode ser adotada tanto por quem está interessado em adquirir, como por aquele que pretende vender, e é um recurso a mais no que se refere a segurança jurídica e financeira para ambas partes.

Também é um recurso interessante para quem pretende expandir o negócio e busca identificar áreas de investimento ou novas oportunidades no mercado.

Tipos de Due Diligence

A depender do objetivo, o foco da Due Diligence e, consequentemente, o tipo de investigação adotada, pode variar.

Em geral, a Due Diligence é utilizada para avaliar riscos de negócios, mas também pode visar apenas a verificação mais cuidadosa de um potencial fornecedor, a chamada DDI.

DDI – Due Diligence de Integridade

Visa verificar a atuação de determinado candidato a fornecedor antes da contratação. Nesse caso, alguns aspectos deixam de ser observados, por não corresponderem ao foco do trabalho.

Ou seja, são avaliados documentos, aspectos contábeis, capacidade técnica, porém, o foco na DDI é a Compliance, a verificação de conformidade no que diz respeito à Governança Corporativa.

Etapas da Diligência Prévia

  • Financeiro

    Compreende o levantamento e a análise de dados e documentos que demonstrem o desempenho da empresa ao longo do tempo, bem como as projeções a médio e longo prazo.

    Dívidas, negociações e valores a receber também devem compor o relatório.

    O objetivo é verificar o valor real da empresa, o potencial de ganhos, e a viabilidade do negócio.

  • Jurídico

    Deve apresentar todo o panorama jurídico da empresa, contratos vigentes e já encerrados, registros de marca, possíveis processos em andamento e já encerrados, patrimônio, participação societária, propriedade intelectual, patentes.

  • Contábil

    Diz respeito à situação tributária, contábil e fiscal. São verificados o balanço patrimonial, fontes de receitas, cumprimento das obrigações tributárias.

  • Gestão de Pessoas

    Deverá analisar contratos de trabalho, números de produtividade e rendimento, existência ou não de pendências relacionadas aos funcionários, conflitos trabalhistas, questões previdenciárias, relatórios de benefícios, pesquisas de clima, e tudo que se refere a Recursos Humanos e Departamento Pessoal.

  • Estrutural

    Deve levar em conta a situação de mobiliário e equipamentos: manutenção, depreciação, necessidade de troca ou acréscimo de algum item.

  • Cenário Externo

    Levantamento de informações sobre a concorrência, sazonalidades, análise de SWOT (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças relacionadas à atividade).

Por que a Due Diligence é necessária?

Imagine realizar, no escuro, a compra de um carro, sem qualquer garantia posterior. Mais inconcebível essa ideia se torna, quando o carro em questão é seminovo, certo?

Due Diligence seria como levar um mecânico de confiança para avaliar meticulosamente o carro antes de fechar o negócio.

Tendo à disposição relatórios e dados concretos sobre a empresa, em todos os seus aspectos, é possível tomar decisões de forma mais segura e consciente, ciente dos riscos, problemas, pendências e potenciais do negócio.

E o procedimento é vantajoso não apenas para quem está adquirindo, mas também para o cedente. Saber com exatidão o que tem em mãos, fornece ferramentas para que a negociação transcorra de forma justa e transparente, evitando possíveis dores de cabeça futuras.

A utilidade da Due Diligence vai muito além de operações de compra, venda, fusões e cisões. O procedimento pode ser muito valioso para realização de diagnósticos, elaboração de estratégias, para identificar possíveis desvios de rota e a pronta correção, o vislumbre de oportunidades e investimentos.

Outro aspecto interessante que pode impactar positivamente na saúde da empresa é a possibilidade de verificar a conformidade de operações cotidianas e identificar possíveis desvios de conduta e irregularidades.

Como realizar a Due Diligence?

Para obter um panorama o mais completo possível, é preciso reunir uma equipe multidisciplinar, contendo, ao menos, um profissional de cada área.

Como mencionado mais acima, existem no mercado assessorias especializadas em Due Diligence, e que terão condições de realizar a investigação mais adequada para cada objetivo.

Para que a Due Diligence seja bem-sucedida, existem outros fatores que precisam ser observados:

  • Transparência

    Transparência, em primeiro lugar, ao abrir a proposta aos funcionários da empresa que receberão os auditores.

    O trabalho prévio de explicar aos funcionários o objetivo da auditoria demonstra respeito e favorece a colaboração da equipe, que fornecerá aos auditores todos os recursos necessários no decorrer da Due Diligence.

  • Planejamento

    É imprescindível acordar com a empresa, ou com a equipe multidisciplinar contratada para a realização da Due Diligence, um plano que inclua a elaboração de um cronograma para a execução de cada etapa do trabalho.

    Isso, porque a participação de funcionários e mesmo a simples circulação pelas dependências da empresa podem impactar direta ou indiretamente na produtividade e, consequentemente, nos resultados.

    Além do impacto na produtividade, a falta de planejamento pode prejudicar a confiabilidade dos dados obtidos, uma vez que a atenção dos envolvidos não estará totalmente voltada para a tarefa.

Seja qual for o objetivo, a Due Diligence pode ser exatamente o recurso que faltava para acelerar ganhos da sua empresa, facilitar a concretização daquela negociação parada há semanas, ou mesmo indicar se vale ou não a pena prosseguir sonhando.

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