Ter ou não ter sócios? 5 pontos que vão te ajudar a decidir

Confira neste artigo alguns pontos que precisam ser levados em consideração por aqueles que avaliam a possibilidade de abrir uma empresa em parceria com outra pessoa

BizDream Team · 12 de September de 2019

Empreender é desafiador, e nem sempre nos sentimos seguros ou preparados para encarar sozinhos toda a complexidade da jornada exigida pela abertura e condução do próprio negócio.

Ter ou não um sócio envolve situações das mais diversas e, muitas vezes, essa busca não tem a ver com a necessidade de apoio moral ou financeiro, ou mesmo do conhecimento processual que a outra pessoa detenha. A motivação pode ser simplesmente a afinidade, a existência de um propósito ou ideal em comum.

Seja qual for o motivo, antes de optar pela sociedade, é importante refletir sobre os prós e contras do modelo, para evitar possíveis problemas futuros.

Aqui nesse artigo, listamos alguns pontos que precisam ser levados em consideração por aqueles que avaliam a possibilidade de abrir uma empresa em parceria com outra pessoa.

O que levar em conta antes de decidir ter ou não um sócio

1. Razão x Emoções

É muito comum sociedades nascerem da empolgação do momento, aquela surgida a partir de uma conversa onde são identificados objetivos, propósitos ou ideais em comum com a outra pessoa.

Então, sendo alguém de confiança, um parente, amigo de longa data ou mesmo um completo desconhecido, é fundamental que você deixe de lado as emoções, a ansiedade e a empolgação do momento, e mantenha o foco no sentido prático.

2. Pontos fracos x Pontos fortes

Para entender a sua realidade e definir se há, de fato, ou não a necessidade de ter um sócio, é interessante que você faça uma avaliação sincera de si mesmo, seus conhecimentos e desempenho em cada uma das áreas da empresa.

Pode ser que você ainda não tenha experiência ou conhecimento suficiente na área, ou ainda que tenha conhecimento, mas não tenha uma reputação considerável para adentrar o mercado com boas chances de competir, por exemplo.

No segundo caso, um sócio que já seja conhecido e prestigiado no mercado pode ser uma estratégia interessante – no entanto, é preciso também analisar com muita cautela o perfil e as reais expectativas do candidato a sócio.

3. Conheça o outro (e a ti mesmo)

Mais uma vez, independentemente da existência ou não de laços e de confiança de longa data, é fundamental identificar os seus reais motivos para buscar um sócio e, como dito acima, identificar os reais objetivos da outra pessoa.

Muitas vezes, por questões financeiras, o indivíduo procura alguém para compartilhar as despesas, imaginando que, num futuro próximo (ou a qualquer momento) poderá lhe fazer uma proposta irrecusável para compra de suas cotas, por exemplo, para se ver livre do sócio.

Nesse tipo de situação, que é uma das mais comuns, ignora-se, por exemplo, a incompatibilidade de opiniões ou diferenças de personalidade, imaginando que a convivência e a tolerância com alguns dissabores serão necessárias por um breve tempo limitado.

No entanto, é preciso verificar se o outro lado dá algum indício de que logo irá mudar o foco, se tem outros planos a médio ou longo prazo, ou se a outra parte manifesta o objetivo de só participar financeiramente, por exemplo, deixando outras decisões a seu cargo.

Outro item que integra esse ponto é a existência ou não de influência externa nas decisões do possível sócio - muitos conflitos entre sócios costumam surgir devido à influência de terceiros, sejam eles cônjuges, filhos, pais ou amigos.

4. Objetivos ocultos

Ainda falando sobre a importância de conhecer o candidato a sócio, é também fundamental, além de identificar os objetivos primários (retorno financeiro, prestígio ou o trabalho em si, no caso do sócio que vai efetivamente trabalhar na empresa e participar ativamente do negócio), tentar identificar possíveis objetivos secundários, que de tão implícitos, podem passar despercebidos e causar grandes incômodos depois.

É o caso do sócio que, num primeiro momento, parece ter interesse apenas no prestígio que obterá a partir da sua participação, até então, figurativa no negócio, mas que busca, na verdade, um emprego onde encaixar um filho, genro ou sobrinho.

Não é raro o filho, genro ou sobrinho em questão não ter perfil, experiência ou conhecimento algum para tal, causando desconforto e até constrangimentos perante a equipe de funcionários, e também diante de clientes.

5. O subjetivo também importa

É comum, quando se pensa em gerir empresas, que as aptidões e conhecimentos práticos sejam os principais e, muitas vezes, únicos fatores pessoais analisados.

Óbvio que a capacidade de gestão e expertise, por exemplo, são fundamentais. Porém, para avaliar a capacidade profissional de um candidato à uma vaga de emprego, é preciso verificar o seu perfil como um todo, para identificar suas reais competências, certo?

O mesmo cuidado, portanto, deve ser aplicado no processo de avaliação de um possível sócio.

Por isso, um outro enfoque merece tanta atenção quanto o convencional e pragmático: o perfil emocional, tanto o seu próprio, quanto o do candidato a sócio.

Se um dos dois, ou ambos, costumam ter dificuldade para lidar com conflitos, talvez seja uma boa pensar em uma forma superar as dificuldades e caminhar sozinho.

Isso, porque mesmo que exista uma grande expertise ou consideráveis recursos financeiros, se a capacidade de diálogo e de conciliação for precária, estará ali comprometido um pilar fundamental para a sociedade e para a saúde da empresa.

Outra característica que pode indicar que é melhor seguir sozinho é a tendência a centralizar tomadas de decisões e responsabilidades. Para que a sociedade tenha boas chances de dar certo e render frutos, é necessário saber dividir e delegar.

Não menos importante, é a capacidade de lidar com as diferenças, sejam elas de personalidade, de capacidade financeira, de opiniões, de cultura ou de realidade socioeconômica.

Negócio fechado - mas a cautela deve permanecer

Se você avaliou os prós e contras da situação atual, cada um dos pontos elencados, e concluiu que deve ter um sócio, convém prestar atenção em alguns cuidados fundamentais para que a sociedade seja bem-sucedida: que tudo seja registrado em contratos e estatutos.

Mesmo que o grau de confiança seja grande – e até para que continue sendo -, é recomendável manter sempre claros e objetivos os papéis, tarefas e a participação de cada sócio. Essa cautela proporciona uma garantia a mais, não apenas para o sucesso da empreitada, como para a tranquilidade de cada um, e claro, para a harmonia na convivência cotidiana.

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